A Polícia Civil confirmou que o atentado contra a advogada Regiane Furtado Lisboa, em Santarém, tem relação com seu trabalho no combate à grilagem de terras na região. No dia dez de agosto, o veículo da profissional foi atingido por um tiro perto de uma churrascaria. Praticamente no mesmo momento, ela recebeu mensagens de ameaça de morte pelo WhatsApp.
O superintendente da Polícia Civil no Baixo Amazonas, delegado Jardel Guimarães, afirmou que a principal linha de investigação aponta o crime à atividade profissional da advogada. A investigação é conduzida pela 16ª Seccional de Polícia Civil, com auxílio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI).
Autoridades policiais analisam imagens de câmeras de segurança para identificar quem disparou o tiro e de onde foram enviadas as mensagens de ameaça. Durante uma coletiva de imprensa na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Regiane Furtado Lisboa declarou que continuará exercendo a profissão, alegando que o crime visa impedir sua atuação correta.
A presidente da OAB Santarém, Panysa Monteiro, repudiou o ato e mencionou que o crime possui elementos de violência de gênero. A instituição informou que oferece suporte jurídico, psicológico e de segurança à advogada.


