As regras para doação de sangue no Brasil mudam a partir de outubro. A atualização do regulamento técnico da hemoterapia elimina a idade máxima, permitindo que doadores com mais de 70 anos continuem a contribuir, desde que aptos clinicamente.
A alteração, estabelecida pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, entra em vigor 90 dias após a publicação em julho. O Ministério da Saúde reconhece o envelhecimento da população e a expectativa de vida, validando a contribuição de idosos saudáveis para os estoques de sangue.
Além da mudança etária, a nova norma altera prazos de espera para certos procedimentos. Por exemplo, o período de espera cai de seis para quatro meses para quem fez endoscopia ou usou anabolizantes sem prescrição médica. Para tatuagens ou procedimentos estéticos, o prazo pode ser de sete dias, se o local cumprir as normas de segurança.
Outra inovação foca na segurança das transfusões. O Brasil passa a ser o primeiro país a tornar obrigatório o teste de malária em cem por cento dos exames de triagem. O exame, incorporado ao NAT Plus, agora detecta o parasita, e o impedimento por exposição em áreas endêmicas cai de até doze meses para trinta dias.
O novo regulamento também padroniza a identificação das bolsas de sangue pelo padrão internacional ISBT 128, visando aumentar a rastreabilidade. Concentrados de plaquetas, por sua vez, podem ter seu prazo de validade estendido de cinco para até sete dias com o cumprimento dos controles de qualidade.


