O partido Missão informou nesta quinta-feira que foi vítima de uma filiação fraudulenta envolvendo Flávio Bolsonaro. A situação, detectada pelo sistema da legenda, impediu o registro da candidatura do senador à Presidência da República. O partido anunciou que acionará a Polícia Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.
A inclusão do senador nos quadros do Missão apareceu no sistema da Justiça Eleitoral, barrando o registro da candidatura pelo PL na quinta-feira. A legenda afirmou que seu sistema identificou a fraude e tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas a operação foi rejeitada pelo TSE.
Segundo o Missão, o gabinete de Flávio Bolsonaro recebeu comunicação sobre a tentativa de filiação no dia dois. O partido disse que os e-mails enviados à equipe do senador foram abertos, mas não houve resposta. A sigla prometeu entregar às autoridades um relatório contendo registros do sistema, e-mails e endereços de IP.
O TSE comunicou que não houve invasão em seu sistema, e que o cadastro da filiação foi feito por um representante do Missão. A certidão da Justiça Eleitoral aponta que Flávio deixou o PL na quarta-feira, dia 12, para integrar a nova legenda. A campanha do senador também buscará a Polícia Federal para pedir o restabelecimento de sua filiação partidária.
A legenda aproveitou o comunicado para criticar Flávio Bolsonaro. O Missão disse não ter interesse em mantê-lo em seus quadros, citando ‘desalinhamento ideológico’ e ‘acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção’. O prazo para o registro de candidatos se encerra no sábado, dia 15, às 19h.


