A empresa de tecnologia Flock Safety implementou novas regras de privacidade para tentar diminuir a controvérsia sobre seus dispositivos de vigilância. A mudança inclui a redução do tempo padrão de retenção de dados de trinta para sete dias, segundo a companhia.
A nova política exige que as agências de aplicação da lei usem um código de ocorrência que defina um possível delito antes de pesquisar o banco de dados da Flock. Antes disso, o uso desse código era opcional, e houve acusações de que agentes utilizavam o sistema para monitorar e incomodar pessoas.
A companhia também adicionou a função “Offense filtering for sharing”, que permite às cidades controlar como outras agências acessam dados de seus moradores, categorizando os tipos de infrações pesquisáveis. Entretanto, a empresa mantém a opção de cada comunidade definir seu próprio período de retenção de dados, conforme sua estratégia de segurança pública.
Um novo recurso, o “Evidence Mode”, possibilita que a polícia ignore as políticas de retenção e armazene dados específicos se eles forem considerados evidência em uma investigação ativa. Grupos de direitos civis apontam que esse recurso pode, contudo, levar à retenção indefinida de dados capturados pela Flock em nível nacional.
A Flock opera mais de 120 mil câmeras em seis mil bairros, sendo utilizada por diversos setores. Especialistas em privacidade e defensores de direitos civis alertam que a transformação de um sistema de vigilância em massa em algo que proteja liberdades civis é um desafio grande.


