Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) declaram que o candidato não se preocupa com a tentativa de consolidar o voto chamado “Carcísio” em São Paulo. A estratégia articula o voto entre o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O movimento, que conta com apoio do presidente do PSD, Gilberto Kassab, visa unificar o voto entre Caiado e Tarcísio. A iniciativa tem sido apresentada a prefeitos do interior paulista, membros do mercado financeiro na Faria Lima e representantes do agronegócio.
Dentro da campanha de Flávio, a avaliação é que o movimento não muda o cenário eleitoral. Os aliados esperam que a disputa do segundo turno ocorra entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O entendimento interno é que Flávio está consolidado como principal nome da direita e deve representar o campo na segunda etapa. Um integrante da campanha citou exemplos de eleições passadas, como as candidaturas de Ciro Gomes em 2018 e Simone Tebet em 2022, ao explicar que é preciso passar pelo primeiro turno.
Por isso, a orientação dos aliados de Flávio é não interferir na tentativa de Kassab. A avaliação atual indica que não há necessidade de reação à estratégia, mesmo após Caiado intensificar agendas com empresários e grupos financeiros na última semana.


