Os Estados Unidos divulgaram um relatório acusando o Brasil e cerca de quarenta países de facilitar a evasão de tarifas de importação americanas. O documento, intitulado “O Grande Esquema do Transbordo”, classifica as nações em diferentes níveis de envolvimento com a China.
Brasília foi inserida no grupo de “Nível 2”, denominado “Integração Econômica Significativa”. Este grupo inclui Turquia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia. Segundo o relatório, esses países realizam volumes grandes de transbordo ilegal, integrando-se às cadeias de oferta e plataformas logísticas chinesas.
O documento aponta que o Brasil faz parte dos “Corredores Latino-Americanos” para redirecionamento de produtos nos oceanos Pacífico e Atlântico. A acusação afirma que o país simula a transformação de mercadorias para alterar sua origem declarada, atuando como plataforma regional de produção e logística.
Outros países, como México, Canadá, União Europeia, Japão e Índia, estão no “Nível 1”, classificados como “Líderes de Escala Diversificados”. Esses blocos importam grandes volumes de bens chineses, mantendo bases industriais diversificadas. O risco de transbordo ilegal é visto como parte dos fluxos comerciais legítimos nesses locais.
As estimativas de bancos citadas no relatório indicam que as perdas causadas por essa prática variam entre US$ 40 bilhões e US$ 300 bilhões anualmente. O assessor econômico do governo Trump, Peter Navarro, comentou que o ato configura um esforço deliberado para evitar tarifas.


