As florestas influenciam o ciclo da água e podem afetar a formação de chuvas, mesmo em locais distantes do oceano. Isso ocorre pelo fenômeno da bomba biótica, que se baseia na evapotranspiração das árvores.
A vegetação libera vapor d’água na atmosfera por meio da evapotranspiração, que une a evaporação com a liberação de vapor pelas plantas. Em grandes áreas florestadas, essa liberação é alta. Quando o vapor sobe e forma nuvens, a pressão atmosférica nas camadas baixas diminui, atraindo ar úmido de regiões vizinhas.
Pesquisas realizadas entre dois mil e sete e dois mil vinte e dois mostraram que, em locais sem grandes áreas de floresta, a umidade transportada por ventos alcança apenas algumas centenas de quilômetros. Em contraste, florestas como a Amazônia mantêm a quantidade de chuva estável com o aumento da distância do mar.
A umidade que chega à América do Sul pelos ventos alísios é parcialmente liberada pela floresta na forma de vapor. Esse transporte de umidade para outras regiões é conhecido como rios voadores. Parte desse vapor segue para o sul, contribuindo para as chuvas na Bacia do Rio da Prata.
Estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, divulgado em dois mil e vinte e um, analisou áreas desmatadas da Amazônia. Em trechos de vinte e oito por vinte e oito quilômetros, a perda de até cinquenta e oito por cento da mata levou a um aumento de chuva. Contudo, após esse limite, o desmatamento adicional começou a reduzir a precipitação anual.


