O jornalista Glenn Greenwald criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma investigação que levou à identificação de uma fonte de um repórter no Maranhão. A apuração, que envolveu denúncias de uso irregular de veículos oficiais, gerou críticas sobre a proteção ao sigilo jornalístico.
A investigação conduzida pelo STF, sob relatoria de Moraes, resultou na identificação de um ex-secretário do governo do Maranhão como fonte do jornalista. As reportagens do repórter tratavam do uso irregular de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino. Entidades de imprensa e especialistas apontaram possível violação do princípio constitucional que protege o sigilo da fonte.
Greenwald comparou o episódio com a Operação Lava Jato. Segundo ele, em 2019, ninguém tentou descobrir as fontes dos repórteres que divulgaram as mensagens daquela operação, mesmo com as críticas à atuação de membros do Ministério Público Federal (MPF) e do ex-juiz Sergio Moro.
O jornalista afirmou que, durante a Vaza Jato, os aliados de Moro no MPF tentaram processá-lo, mas que as autoridades nunca violaram o sigilo constitucional das fontes jornalísticas. Ele observou que grupos que defenderam a liberdade de imprensa na época agora apoiam as decisões de Moraes.

