A Polícia Federal deve abrir um inquérito para apurar a filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão. O ato impediu o registro de sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, determinou a investigação, atendendo a um pedido da equipe jurídica do senador.
O TSE informou, por meio de nota, que o cadastro não foi resultado de um ataque hacker ao sistema. A instituição apontou o “uso indevido” da ferramenta por alguém que possuía as credenciais necessárias para efetivar filiações. O caso lembra um episódio anterior envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de dois mil e vinte e três, quando houve uma filiação falsa ao PL.
A filiação irregular, segundo informações da equipe jurídica do senador, ocorreu na madrugada de doze para treze de agosto. O texto jurídico afirma que alguém inseriu um registro de filiação a um partido diverso sem manifestação de vontade do parlamentar. Esse registro gerou o cancelamento automático de sua filiação ao PL.
O PL protocolou ao TSE um pedido de desfiliação de Flávio ao partido Missão. O partido também declarou que acionará a Polícia Federal para identificar os responsáveis pela fraude. O Missão afirmou ser vítima de uma “tentativa de filiação fraudulenta” e se colocou à disposição das autoridades.
Nesta quarta-feira, o ministro do TSE atendeu a tutela de urgência da defesa do senador. Ele ordenou o restabelecimento do vínculo do parlamentar com o PL desde trinta de novembro de dois mil e vinte e um, e determinou a exclusão do registro que o ligava ao Missão. A liberação imediata do Sistema Candex também foi determinada.


