O El Niño se intensificou em julho, com anomalias de temperatura no Oceano Pacífico ultrapassando dois vírgula zero graus Celsius, informou a Agência de Oceanos e Atmosfera dos EUA. O fenômeno, que se caracteriza por elevação superior a zero vírgula cinco graus, pode causar extremos climáticos no Brasil até o início de 2027.
A Agência de Oceanos e Atmosfera dos EUA informou que o processo de fortalecimento do El Niño se manterá até o fim do ano. Os modelos apontam que há noventa e sete por cento de chance de o fenômeno persistir até o início do outono de 2027. Há também uma probabilidade superior a noventa por cento de um evento muito forte durante a primavera de 2026 e o verão de 2027.
Para o período de outubro a dezembro, a Agência divulgou que existe sessenta e nove por cento de chance de um evento histórico, que excederia a força de ocorrências anteriores registradas desde mil novecentos e cinquenta. No Brasil, a progressão de um super El Niño pode provocar condições climáticas históricas.
O país pode ser dividido entre seca severa no Norte e Nordeste e excesso de chuva na Região Sul. A Região Sul enfrenta risco maior de tempestades severas, granizo e inundações devido a volumes de chuva acima da média. Enquanto isso, o Sudeste pode registrar ondas de calor prolongadas e chuvas irregulares, com estiagens interrompidas por temporais localizados.

