O presidente do Esporte Clube Bahia, Emerson Ferretti, explicou como funciona a divisão de tarefas entre o clube associativo e o investidor internacional, o City Football Group. A SAF, que detém noventa por cento do clube desde dois mil e vinte e três, enfrenta o desafio de manter a identidade tradicional do Bahia em um modelo empresarial.
A transição do modelo de associação civil, onde sócios elegiam dirigentes, para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) permitiu a entrada de investidores majoritários. Ferretti afirmou que essa mudança gera resistência entre torcedores e membros antigos do clube associativo, pois transfere poder de decisão para o investidor.
Na estrutura atual, o clube associativo atua como sócio minoritário. O presidente do clube ocupa uma cadeira no conselho de administração da SAF, acompanhando o trabalho. No entanto, decisões operacionais do futebol, como contratações e escolha de treinadores, são de responsabilidade do City Football Group.
A associação mantém função estratégica na preservação da identidade. Mudanças em elementos como escudo, cores e hino precisam seguir procedimentos estatutários. Ferretti contou que o clube também busca ampliar outras modalidades esportivas, visando ser referência no Nordeste, aproveitando a expertise do grupo.
Desde a mudança, o Bahia alcançou posições mais altas no Campeonato Brasileiro nos últimos três anos e disputou a pré-Libertadores em duas ocasiões. O presidente considerou que a parceria trouxe avanços positivos para o clube, apesar dos ajustes necessários no processo.


