O Escritório de Política Comercial e de Manufatura da Casa Branca divulgou um relatório acusando dezenas de nações de integrar uma rede paralela que auxilia a China a contornar tarifas de importação nos Estados Unidos. A análise estima que o comércio desviado representa uma perda de arrecadação tarifária de US$ 19 bilhões a US$ 34 bilhões.
A empresa Exiger, especializada em inteligência artificial, calculou que US$ 75 bilhões em mercadorias foram transbordadas ilegalmente entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. O documento aponta que mais de 40 países enfrentam alto risco de transbordo irregular, citando México, Canadá, União Europeia, Índia, Japão e Coreia do Sul como grandes facilitadores.
O relatório afirma que o transbordo ilegal não apenas permite à China acessar o mercado americano, contrariando a política comercial dos EUA, mas também gera receita para os países envolvidos. Empresas locais lucram com montagem, logística e taxas portuárias, e os governos obtêm benefícios com impostos e empregos.
Entre os países citados, destacam-se Brasil, Indonésia, Tailândia e Malásia. A Casa Branca sinaliza que está implementando ferramentas, incluindo uma “fronteira detetive” baseada em inteligência artificial, para detectar e impedir a evasão tarifária.


