Dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) indicam que 258 indígenas foram assassinados em 2025, número maior que os 211 casos registrados em 2024. Os estados de Roraima, Amazonas e Mato Grosso do Sul lideraram o registro de mortes, segundo o relatório.
O estudo, intitulado Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, aponta que o contexto de insegurança gerou ataques na luta pela terra e intensificou invasões. O aumento de violência foi observado em três categorias: contra a pessoa, contra o patrimônio e por omissão do Poder Público. O documento detalha casos de ataques em terras indígenas, incluindo ocorrências no oeste do Paraná, na Bahia e em Mato Grosso do Sul.
Em relação ao patrimônio, os casos totalizaram 1.276 em 2025. Deste total, 897 estão ligados à morosidade na regularização de terras. O relatório informa que, das 1.443 terras reivindicadas, 897 aguardam alguma medida administrativa. A Funai publicou relatórios circunstanciados em nove terras e dez portarias foram emitidas pelo Ministério da Justiça.
Foram registrados 215 suicídios indígenas em 2025, superando os 208 do ano anterior. Os dados de saúde mostram que 1.024 bebês e crianças até quatro anos morreram, um aumento em relação aos 922 casos de 2024. A maioria dessas mortes, 586 casos, decorreu de causas evitáveis, como pneumonia e desnutrição, segundo o relatório.


