Setenta e sete por cento dos americanos expressam preocupação maior com o esgotamento de suas economias do que com a morte, segundo estudo de 2026. Paralelamente, trinta e nove por cento dos aposentados mantêm suas reservas intactas. Ambos os grupos demonstram a ausência de um plano financeiro escrito.
O estudo anual de aposentadoria de 2026, realizado pelo Allianz Center for the Future of Retirement, revela que a preocupação com o fim do dinheiro aumentou de cinquenta e sete por cento em dois mil e vinte e dois para setenta e sete por cento. A Geração X manifesta maior receio, com setenta e três por cento dos entrevistados citando o risco de esgotamento. A alta inflação, citada por cinquenta e sete por cento, e os custos elevados de saúde, mencionados por cinquenta e três por cento, são os principais fatores de ansiedade.
Os dados econômicos sustentam esse receio. O Índice de Preços ao Consumidor atingiu 332,6 em junho de dois mil e vinte e seis, estando no oitavo percentil de seu intervalo de doze meses. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan registrou 49,5 em junho de dois mil e vinte e seis, abaixo do limiar de sessenta associado a recessão.
Outro comportamento observado é o acúmulo de capital. Trinta e nove por cento dos aposentados se recusam a sacar suas economias para manter os saldos, e outros trinta e dois por cento veem o consumo de ativos como algo desconfortável. Um terço dos aposentados ainda possui cem por cento ou mais de sua poupança inicial aos oitenta e poucos anos, aponta o Employee Benefit Research Institute (EBRI).
O fator comum que separa os ansiosos dos preparados é a existência de um plano escrito. Quarenta e oito por cento dos americanos não possuem um planejamento financeiro formal. Esse documento transforma a incerteza em metas concretas, seja para quem ainda acumula, seja para quem já se aposentou, convertendo o portfólio em um salário mensal definido.


