Um relatório do partido Missão detalha como ocorreu a filiação fraudulenta de um senador à sigla. O processo utilizou e-mail institucional e dados falsos, como CPF e endereço inventados. O Tribunal Superior Eleitoral desfez o cadastro e restabeleceu a inscrição do parlamentar ao PL-RJ.
A equipe de tecnologia do Missão informou que uma pessoa não identificada usou o e-mail oficial do senador no Senado para realizar o cadastro. Por meio desse e-mail, a inscrição foi confirmada no sistema do TSE. O formulário continha informações incorretas sobre a data de nascimento do político, além de dados falsos de CPF e endereço, como Rua dos Bandidos e Bairro Miliciano.
O documento indicou que o Missão enviou sete mensagens ao e-mail do senador a partir de dois de agosto, sem receber resposta. O texto afirmou que todos os e-mails foram entregues, inclusive avisos sobre a divergência de CPF.
Por ordem do TSE, a Polícia Federal iniciará um inquérito para analisar os dados levantados pelo partido. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, determinou o desfazimento da filiação, restabelecendo a inscrição do senador ao PL.


