O Brasil enfrenta um desafio para criar políticas públicas sobre terras raras devido à escassez de conhecimento técnico no país, informou Anderson Arruda, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME). A afirmação foi feita durante o debate O Brasil na Agenda dos Minerais Críticos, realizado no Centro Brasileiro de Relações Internacionais, no Rio de Janeiro.
Arruda disse que o governo aguarda a aprovação do Projeto de Lei 2780, que deve regulamentar os minerais críticos nacionalmente. Segundo o diretor, o país precisa mudar de um papel de mero exportador de minério para um que agregue valor à matéria-prima. Ele relatou que, há um ano e meio, empresas estrangeiras alegavam que o Brasil sempre forneceu apenas minério, sem política de agregação de valor.
O executivo do MME mencionou que, embora o país possua reservas significativas, a produção ainda é baixa. Ele declarou que é preciso uma estratégia para transformar esse potencial em riqueza. O setor de mineração, segundo Arruda, passou a ter nova importância na agenda governamental, sendo visto como um ativo estratégico.
Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), comentou que o desenvolvimento da mineração exige disposição para assumir riscos, mas também projetos sustentáveis que atraiam capital. O presidente do BID defendeu ampliação de financiamento de longo prazo, com prazos entre 20 e 30 anos, e um ambiente regulatório adequado aos investimentos.

