O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) investiu R$ 38,4 milhões na compra de 179 carros Toyota Corolla Cross XRX Hybrid 2026 para sua frota de desembargadores. Cada unidade custou R$ 215 mil. A aquisição se deu enquanto um desembargador afastado criticava o gasto.
A compra do automóvel foi justificada tecnicamente pelo TJ-MG. Um estudo interno indicou que a aquisição supre as necessidades de deslocamento dos desembargadores, oferecendo melhor conforto e segurança. A equipe técnica apontou a tendência do mercado automotivo, focando em segurança e recursos tecnológicos, como razão para a troca de sedãs por SUVs.
O tribunal afirmou que a renovação da frota seguiu análise prévia, considerando o desgaste dos veículos com mais de cinco anos de uso. Além disso, a medida atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê a redução de emissões de carbono até 2030.
O setor de Gerência de Contratos e Convênios do TJ-MG informou que o valor unitário de referência foi de R$ 229.427,33, quantia inferior ao teto estabelecido no edital. Os veículos são classificados como institucionais, destinados ao uso exclusivo da função pública, conforme a Resolução 83 do CNJ.
O desembargador Milton Lívio Lemos Salles, que foi afastado da Corte após ser flagrado bebendo vinho e fumando em audiência virtual, criticou a compra. Ele chamou o investimento de “uma vergonha” e acusou quatro colegas de corrupção, embora o TJ-MG tenha rechaçado as falas como “genéricas e dissociadas de elementos mínimos de provas”.


