Um juiz do Tribunal Superior do Condado de King, em Seattle, ordenou que a empresa Kalshi desative grandes partes de seus mercados de previsão no estado de Washington. A decisão, emitida nesta quarta-feira, exige o fechamento de contratos sobre esportes, eleições e política até 2 de setembro.
A ordem judicial proíbe a oferta de mercados relacionados a esportes, eleições, política, entretenimento, cultura, tecnologia e ciência. A empresa pode manter as ofertas sobre commodities, clima, economia e finanças no estado. Usuários existentes poderão encerrar posições já abertas nas categorias proibidas.
A determinação impõe uma penalidade de cento e vinte mil dólares por dia caso a Kalshi não cumpra o prazo estabelecido. O magistrado John McHale fundamentou a decisão no fato de que a Kalshi teria ignorado um aviso da Comissão de Apostas do Estado de Washington, datado de dezembro de dois mil e vinte e cinco.
A empresa contestou a decisão, afirmando que a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA possui jurisdição exclusiva sobre a bolsa. O Procurador-Geral do Estado, Nick Brown, afirmou que a Kalshi se beneficiou ao promover apostas em eventos como esportes e desastres naturais.
A Kalshi havia solicitado à corte a suspensão da ordem enquanto recorria, mas perdeu em ambas as instâncias judiciais. O caso teve início com um processo movido por Brown em março, após o juiz conceder uma liminar em julho.


