O dólar subiu para R$ 5,19 nesta quinta-feira, dia 13, impulsionado pela retirada de capital estrangeiro dos ativos brasileiros. O movimento ocorreu apesar da fraqueza da moeda americana no mercado internacional, refletindo a cautela com os cenários fiscal e eleitoral do país.
A alta na taxa de câmbio ocorreu após a moeda avançar 0,25%, atingindo R$ 5,1930, após oscilar entre R$ 5,1762 e R$ 5,1992. O fluxo de investidores voltou a ser ponto central no mercado doméstico, com a retirada de recursos estrangeiros ganhando força nos últimos pregões.
David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, declarou que a saída de recursos se intensificou na semana. Segundo Martins, a redução da recomendação do JPMorgan para o mercado brasileiro para neutra aumentou a cautela dos investidores estrangeiros. Ele também explicou que os juros longos permanecem sob pressão devido às preocupações fiscais.
Além do capital externo, fundos locais teriam desmontado posições vendidas em dólar, o que contribuiu para a valorização da moeda americana. No cenário internacional, a alta brasileira destoou do desempenho da moeda americana, que recuava 0,05% no índice DXY.
A fraqueza do dólar no exterior veio após a divulgação do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos, que ficou estável, contrariando a expectativa de alta de 0,2%. Esse dado reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros inalterados em setembro.

