A violência contra povos indígenas cresceu em 2025 em comparação com o ano anterior, aponta relatório divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Os índices de assassinatos, estupros e suicídios registraram aumentos significativos no período.
Foram registrados 258 assassinatos de indígenas em 2025, um aumento de 22% frente aos 211 casos de 2024. Os estados com maior número absoluto de homicídios dolosos foram Roraima, com oitenta e dois casos, Amazonas, com quarenta e sete, e Mato Grosso do Sul, com trinta e sete.
A violência sexual também subiu, totalizando vinte e cinco casos em 2025, acima dos vinte casos de 2024. O relatório indica que as maiores vítimas desse tipo de violência são meninas menores de idade, abusadas por professores, familiares ou desconhecidos. Além disso, foram notificados trinta e oito tentativas de assassinato e quarenta e seis casos de racismo.
Em relação aos suicídios, o número foi de duzentos e quinze em 2025, contra duzentos e oito em 2024, representando uma alta de 3,3%. Os casos se concentram entre jovens, com maior incidência em indígenas de vinte a vinte e nove anos, somando quarenta e um por cento.
O Cimi atribui o agravamento da violência, especialmente em terras sem demarcação oficial, aos efeitos da lei do marco temporal. Segundo o cardeal Leonardo Ulrich Steiner, presidente do Cimi, as violações se intensificam pela omissão do Estado e pela demora na demarcação territorial.


