Especialistas do Rio Grande do Sul lançaram o Pacto Rio-Grandense pela Descarbonização da Saúde em Porto Alegre. O movimento visa combater os riscos da poluição interna, um problema silencioso que afeta a saúde de pessoas em ambientes fechados.
O Pacto reúne entidades médicas e especialistas para discutir os impactos da atmosfera interna. Segundo o cardiologista Luiz Carlos Bodanese, as pessoas passam noventa por cento do tempo em locais fechados, onde a concentração de poluentes pode superar a externa. Idosos, gestantes, crianças e portadores de doenças crônicas são os grupos mais vulneráveis, sujeitos a riscos respiratórios, cardiovasculares e neurológicos.
O diagnóstico do pacto prevê a criação de uma tabela de produtos e fontes emissoras. Serão identificados poluentes como CO₂, monóxido de carbono, ozônio, formaldeído e material particulado. Com base nesse levantamento, será estruturada uma estratégia de substituição tecnológica, focando em energias renováveis e soluções limpas.
A pediatra Maria Dolores Bressan afirmou que partículas e gases atingem a placenta, afetando bebês em gestação. Ela considerou a poluição interna uma questão de saúde pública urgente. O pacto também prevê a adoção de metodologia padronizada de medição e monitoramento, permitindo definir limites de qualidade do ar interior.
Além disso, o movimento busca apoio a projetos de mitigação de emissões externas, como metano e CO₂, e prevê a publicação anual de um relatório de sustentabilidade. O objetivo é transformar ambientes internos em espaços mais saudáveis para a população.


