A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) intensificou as medidas de prevenção nos sistemas de abastecimento Guandu e Imunana-Laranjal. A ação ocorre em função da previsão de um “super El Niño”, que exige planos de contingência contra eventos climáticos severos.
Desde dois mil e vinte e quatro, os dois sistemas operam com Planos de Segurança da Água (PSA), que definem riscos em três níveis: normal, alerta e crítico. Entre os cenários monitorados estão a presença de produtos químicos nos mananciais, a estiagem e a proliferação de cianobactérias, fenômeno ligado a pouca chuva e altas temperaturas.
A estrutura de acompanhamento dos mananciais foi aprimorada com a inauguração do Centro de Monitoramento Ambiental (CMA), em Botafogo, em junho. Este centro utiliza um mapa climático em tempo real, imagens de trinta e seis câmeras e dados de dez parâmetros físico-químicos coletados por sensores e drones.
Técnicos da Cedae acompanham os dados vinte e quatro horas por dia, utilizando quatro laboratórios instalados em estações de tratamento. A assessora da Gerência Geral de Controle de Qualidade da Cedae, Débora Dias, afirmou que a rapidez das informações é essencial para acionar os protocolos de segurança.
Adicionalmente, a companhia investe no Novo Guandu, projeto em Nova Iguaçu com previsão de conclusão para dois mil e trinta. Segundo o presidente da Cedae, Rafael Rolim, a nova estrutura aumentará a resiliência do abastecimento, permitindo que os sistemas operem com redundância.


