Os Estados Unidos planejam expandir sua estratégia militar contra o narcotráfico para operações em terra na América Latina. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que grupos envolvidos no tráfico poderão ser alvos de ações americanas em qualquer local, inclusive fora dos países da Coalizão Anticartéis das Américas.
Hegseth disse que a luta será levada a organizações designadas como terroristas em terra, em parceria com Equador, Colômbia e outros parceiros. O secretário comparou essas organizações a grupos jihadistas, estabelecendo que elas são alvo, assim como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.
A ofensiva, que começou em setembro do ano passado, já atingiu embarcações suspeitas no Caribe e no leste do Oceano Pacífico. De acordo com dados apresentados, essas ações resultaram em pelo menos 215 mortes. A estratégia visa atingir grupos em diferentes fases do comércio de substâncias, do cocaína sul-americana ao fentanil no México.
O secretário também incluiu remanescentes de guerrilhas colombianas entre os grupos considerados alvos possíveis. Ele declarou que as redes seriam destruídas com as capacidades do governo americano, sem submetê-las a processo judicial.
Em junho, os Estados Unidos incluíram o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho nessa classificação. O Brasil não faz parte da Coalizão Anticartéis das Américas, que reúne dezenove nações, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru.

