Mais de setenta mil empresas de inteligência artificial operam globalmente. O mercado se estrutura em duas frentes: a infraestrutura, que organiza a tecnologia, e as aplicações, que são as ferramentas usadas por pessoas. A tendência sugere grande concentração em ambas as áreas.
A infraestrutura de IA, que engloba a orquestração, governança e ferramentas de monitoramento, concentra grande aporte de capital de risco. Essa camada se posiciona entre os modelos de fundação e o usuário final. O autor observa que essa tendência de concentração espelha ciclos anteriores, como o da computação em nuvem e do banco de dados moderno.
Nos ciclos passados, o setor de infraestrutura foi absorvido pelas grandes plataformas. Hoje, o mercado de dados, por exemplo, se estabilizou em duas empresas de grande porte, com as ofertas nativas das gigantes de tecnologia dominando o restante. Essa dinâmica deve se repetir na camada de orquestração de IA.
Para as aplicações, a consolidação da infraestrutura é vista como fator positivo. Com a padronização e o baixo custo de governança, o desenvolvimento de softwares de IA se torna mais acessível. Contudo, o volume de mais de setenta mil empresas, muitas com software de qualidade, cria um cenário de alta concorrência, exigindo diferenciais como dados proprietários ou forte integração em fluxos de trabalho.


