O aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas obriga organizadores de maratonas a alterar cronogramas e regras de prova. O calor extremo dificulta a capacidade do corpo de se resfriar durante o exercício, aumentando riscos aos corredores.
Paul Grinvalds, corredor que completou cento e catorze maratonas em cinquenta estados, relata que sente desconforto em temperaturas acima de 15,5°C. Ele aponta que muitos atletas insistem em metas mesmo sob calor, o que pode gerar experiências dolorosas e perigosas.
Em resposta a isso, eventos estão mudando datas. A partir de 2027, a Twin Cities Marathon, em Minneapolis-St. Paul, moverá sua tradição de outubro para um período mais tardio no mês. Essa mudança ocorre após cancelamentos em 2023 e 2025, motivados por calor e umidade recordes.
Outros eventos também se adaptaram. O maratonista de Sioux Falls, Dakota do Sul, mudou a prova de agosto para setembro. Em Los Angeles, em março, organizadores permitiram que corredores parassem após dezoito milhas e ainda recebessem medalha, embora menos de cinco por cento tenham optado pela distância reduzida.
Pesquisas indicam que a tendência de aquecimento persiste. A Organização Meteorológica Mundial prevê que a temperatura média global subirá mais de 1,5°C entre dois mil e vinte e cinco e dois mil e trinta. Um estudo de grupo de pesquisa sobre clima analisou duzentas e vinte e uma provas e indicou que, até 2045, condições ideais serão raras em quarenta e seis dos cinquenta e um maratonas dos EUA.


