O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (13) que uma pessoa acessou o e-mail de um senador e confirmou sua filiação ao partido. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou hackeamento e apontou que houve acesso às credenciais do Missão para o registro.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, ordenou por volta das 15h30 nesta quinta o cancelamento da filiação ao Missão e o restabelecimento do vínculo do senador com o PL para fins de registro de candidatura à Presidência. O Missão compartilhou um documento com a imprensa, detalhando os dados usados pelo indivíduo desconhecido que efetuou a filiação.
Renan Santos disse em vídeo distribuído à imprensa que alguém se passando pelo senador realizou o cadastro no sistema do partido. O candidato reforçou que o gabinete do senador tinha ciência do ocorrido, mas não agiu para regularizar a situação. O partido negou falhas internas e prometeu colaborar para descobrir quem realizou a ação.
O documento de quatro páginas do Missão indica que a filiação foi feita por um terceiro não identificado. Houve duas tentativas de registro: uma em dois de agosto, que exigia pagamento de R$ 4.789,68, e outra em doze de agosto, sem contribuição financeira. Nesta segunda tentativa, o partido identificou divergência entre o CPF cadastrado e o título de eleitor.


