A Cambridge Aerospace, startup britânica de tecnologia de defesa e engenharia espacial, recebeu US$ 300 milhões em investimentos. Seu CEO afirmou que os conflitos recentes no Oriente Médio estão acelerando uma transformação no setor, impulsionando a demanda por equipamentos de menor custo e produção em grande escala.
Steven Barret, CEO da companhia, declarou que a proximidade entre startups de defesa e forças armadas é essencial para desenvolver produtos que atendam às necessidades reais. A empresa já realizou testes com os Estados Unidos na região e mantém conversas com parceiros norte-americanos. A Cambridge Aerospace também possui contratos com o Ministério da Defesa do Reino Unido.
A dinâmica dos conflitos alterou a relação entre o custo das armas e o valor dos equipamentos necessários para neutralizá-las. Barret citou o exemplo de um radar de alerta precoce de mísseis balísticos, avaliado em cerca de US$ 1,2 milhão, destruído por um drone que custou dezenas de milhares de dólares.
O executivo ressaltou a necessidade de países como Estados Unidos, Reino Unido e outros aliados produzirem grandes quantidades de defesa a custos historicamente mais baixos. Essa pressão também levou países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha a ampliar a colaboração com empresas menores para acelerar o desenvolvimento tecnológico.


