Um pai criou uma simulação de realidade dentro de um jogo online para seu filho. A iniciativa, que utilizou inteligência artificial, visou isolar a criança de interações reais com estranhos na plataforma, sem que ele soubesse.
Adam Lyttle, o pai, afirmou em uma publicação que o jogo simulado seria mais seguro para o filho. Segundo ele, o ambiente é povoado por gravações de outras jogadas, dando a impressão de que há outros jogadores presentes. Há também um sistema de bate-papo entre os robôs, que utilizam o ChatGPT para responder.
A criação do clone do jogo gerou forte reação da comunidade online. Muitos apontaram os riscos de confiança que tal prática poderia causar na criança. Outros sugeriram que medidas de controle parental mais robustas seriam alternativas adequadas.
A simulação foi desenhada para parecer uma experiência multiplayer completa. Em um vídeo divulgado, é possível ver os personagens simulados tentando superar obstáculos do jogo. O objetivo era fazer com que a criança aprendesse enquanto jogava, cumprindo desafios de coleta de letras e ortografia.
Lyttle defendeu a ação alegando que se tratava de uma brincadeira. A matéria aponta que este caso se insere em um contexto maior de pais que usam IA para criar métodos de criação de filhos, indo além do simples uso de chatbots.


