A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação com uma investigação da Polícia Federal no Maranhão. As entidades criticaram a identificação da fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
A apuração da PF, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, investiga suspeitas de acesso indevido a dados sigilosos e repasse dessas informações ao jornalista. A operação teve como alvo, entre outros, o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado como fonte.
A Abraji classificou o ato como violação do sigilo da fonte, alegando que a identificação de quem forneceu dados ao jornalista ameaça o exercício jornalístico e a liberdade de imprensa. A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) também expressaram preocupação com a possível violação do direito constitucional.
As entidades solicitaram esclarecimentos formais sobre os critérios que permitiram o acesso às comunicações do jornalista com suas fontes. Elas pediram garantia de que nenhum outro informante será perseguido com o material apreendido.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou na quinta-feira (13) o compromisso da Corte com a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. Alexandre de Moraes, responsável pela decisão, declarou que a investigação visa apurar suspeitas sobre o acesso e a divulgação de informações sigilosas, sem impedir o jornalismo.


