A Justiça de São Paulo manteve a prisão dos indivíduos envolvidos na morte de uma jovem de 21 anos em Limeira. O incidente ocorreu em 13 de junho, quando a vítima foi arremessada de uma ponte sem o uso de cordas de segurança durante a prática de rope jump.
A decisão foi proferida nesta quarta-feira (12) pelo juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira. O magistrado manteve a denúncia por homicídio qualificado e agendou a audiência de instrução e julgamento para 17 de setembro de 2026, às 12h30.
Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil pelo ocorrido. O juiz rejeitou os pedidos de *Habeas Corpus* apresentados pela defesa dos réus, argumentando que a gravidade do crime pesa contra a concessão de liberdade. A defesa alegava primariedade e residência fixa, mas a decisão judicial não acolheu tais pontos.
A Justiça também considerou a conduta do grupo após o acidente, que tentou apagar vídeos e eliminar rastros das atividades nas redes sociais. A decisão citou a “extrema indiferença à vida humana” e a ausência de medidas de segurança, enquanto os interesses econômicos seriam priorizados pela organização do evento.
Na mesma decisão, o juiz negou o pedido de absolvição sumária. Ele entendeu que é necessário produzir mais provas para esclarecer os fatos. Além disso, a Justiça autorizou a investigação sobre o dinheiro arrecadado pelo grupo, dando prazo de dez dias para as instituições financeiras enviarem informações ao tribunal.


