A taxa de condomínio subiu acima da inflação em quase todos os bairros do Rio de Janeiro analisados pelo Secovi-Rio. O aumento afeta diretamente o orçamento de quem busca imóvel para alugar na cidade.
O levantamento, que abrange o período de julho de dois mil e vinte e cinco a junho de dois mil e vinte e seis, mostrou que o maior reajuste ocorreu no Centro, com alta de 11,8%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no mesmo período foi de 4,64%. Na Zona Norte, o custo condominial pode representar até 40,7% do valor do aluguel residencial.
O aumento dos custos é pressionado por fatores como a inadimplência, que atinge quase 99% dos empreendimentos, segundo uma administradora condominial. Além disso, o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Marcelo Borges, citou o encarecimento da água e os investimentos em segurança como grandes impulsionadores das despesas.
Em relação à água, Borges afirmou que o custo, que representava sete ou oito por cento do orçamento total, chegou a 45% em alguns condomínios. Os investimentos em segurança, como aumento de efetivo e tecnologia, também elevaram a cota. Entre os bairros, Campo Grande teve aumento de 4,2%, enquanto Lagoa registrou alta de 3,3%, ficando abaixo da inflação geral.


