A Mineração Rio do Norte (MRN) completa quarenta e sete anos de atividade no Oeste do Pará. A companhia afirma que seus maiores aprendizados vieram da convivência com a região e seus moradores. Atualmente, a MRN responde por 36% da produção nacional de bauxita e mantém 7,5 mil empregos diretos e indiretos.
Guido Germani, diretor-presidente da MRN, declarou que a Amazônia não oferece respostas simples, mas desafia a empresa a construir soluções que conciliem desenvolvimento, conservação ambiental e qualidade de vida. A trajetória da companhia envolveu a transformação da região e a participação de comunidades locais nas decisões territoriais.
A história da MRN também se desenvolveu com a participação de trabalhadores e comunidades. Aureclevea Coelho Ferreira, que ingressou há trinta anos, relatou os desafios de atuar em um ambiente predominantemente masculino. Vladimir Moreira, diretor de Sustentabilidade e Jurídico da MRN, disse que o desenvolvimento se constrói com confiança, citando o diálogo com comunidades ribeirinhas e quilombolas.
A cooperativa local Boa Vista e Trombetas, que reúne trezentos e cinquenta cooperados, é citada como exemplo dessa parceria. Deni Mara, presidente da cooperativa, afirmou que a MRN viabiliza o transporte fluvial para que a cooperativa realize contratações, criando oportunidades para moradores distantes.
Para os próximos anos, a MRN planeja o Projeto Novas Minas (PNM). O investimento estimado é de R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos. O projeto visa manter os 7,5 mil empregos e gerar duas mil e trinta vagas durante sua implantação, garantindo a continuidade da operação por mais quinze anos.

