O setor de climatização brasileiro cresce impulsionado pelas mudanças climáticas e pelo fenômeno El Niño, consolidando o ar-condicionado como item essencial. Segundo Toribio Rolon, diretor de Economia da ABRAVA, a indústria registrou crescimento de cerca de 10% ao ano desde 2024.
A indústria registrou 5,9 milhões de aparelhos produzidos em 2024 e 6,3 milhões em 2025. A expectativa de avanço para 2026 sofreu impacto de fatores como a taxa Selic elevada e a restrição ao crédito. Contudo, o executivo afirmou que o mercado ainda possui potencial de expansão.
A penetração do produto nas classes A e B atinge 33%, e a média nacional fica entre 23% e 24%. Rolon explicou que equipamentos novos consomem até 30% menos energia que os modelos antigos, devido a tecnologias como os compressores inverter.
O El Niño tende a aumentar a demanda por aparelhos domésticos, especialmente os modelos split. O mercado brasileiro ocupa a segunda maior posição mundial no segmento, apesar dos desafios logísticos regionais, como os enfrentados em Manaus.


