A movimentação de petróleo saudita pelo Mar Vermelho enfrenta dificuldades de monitoramento após ataques, pois navios desligam sinais de rastreamento para evitar incidentes. Isso gera divergência entre análises de mercado sobre o volume de exportação.
A ausência de dados de rastreamento torna o fluxo de petróleo saudita invisível em parte da rota. Relatos indicam que navios param de transmitir sinais de identificação automática (AIS) ao deixar o porto de Yanbu. Analistas de empresas de monitoramento apontam que cerca de setenta por cento das cargas na costa oeste saudita foram realizadas sem rastreamento contínuo nas últimas semanas.
Essa falta de visibilidade documental contrasta com os dados de seguro, que registraram um aumento de cerca de cento e cinquenta por cento nos prêmios de risco de guerra para trânsitos no Mar Vermelho após o embargo marítimo ser declarado. O impacto é sobre a informação, e não apenas sobre o volume de barris.
As estimativas sobre a produção variam drasticamente entre as fontes. Enquanto uma empresa calculou dois mil trezentos e oitenta mil barris por dia em Yanbu na semana de três de agosto, outra registrou uma queda para um mil setecentos e setenta e oito mil barris. Essa disparidade entre os dados de diferentes firmas aproxima-se do tamanho do déficit global projetado para o terceiro trimestre.
Apesar da interrupção na rota tradicional, a Arábia Saudita redireciona parte do óleo. O tráfego no Estreito de Bab el Mandeb caiu para uma média de trinta e dois navios diários na semana passada. Em contrapartida, cargas em Sidi Kerir, no Egito, registraram uma média recorde de dois mil cento e setenta mil barris por dia, sendo cerca de noventa por cento sauditas.

