O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) solicitou a impugnação da candidatura de Eduardo Cunha. Os pedidos fundamentam-se em uma condenação anterior por improbidade administrativa e em sua possível participação em organização criminosa ligada à Operação Transparência.
As ações foram apresentadas na terça-feira. Uma das denúncias aponta que a servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, teria atuado na destinação de emendas parlamentares indicadas por Cunha. Segundo o MPE, vinte e uma emendas, totalizando R$ 6,15 milhões, foram direcionadas a partir de orientações de uma pessoa sem vínculo com o Parlamento.
O órgão fiscalizador descreve Cunha como “líder de organização criminosa estruturada e permanente que visa o encaminhamento espúrio de emendas parlamentares”. O MPE argumenta que os resultados da Operação Transparência demonstram que o ex-parlamentar “não ostenta aptidão para o exercício da sua capacidade eleitoral passiva”.
O segundo pedido de impugnação usa como base a condenação de Cunha em dezembro de dois milzenove, na 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, por improbidade administrativa. Nessa ação, ele foi condenado ao pagamento de multa, perda de bens e suspensão de direitos políticos por oito anos.
Além do MPE, deputados federais do PSOL entraram com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Eles citam a Operação Transparência e supostos indícios de uso de rádios para promover a candidatura do ex-deputado, que assumiu estações em municípios como Além Paraíba e Uberaba.


