A chapa de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um programa de governo que prevê a continuidade das políticas econômicas vigentes, mesmo diante de preocupações sobre o aumento da dívida pública. O plano foca no aprofundamento do arcabouço fiscal, reforma tributária e Novo PAC.
O documento indica que o arcabouço fiscal será mantido com o objetivo de criar condições para a redução sustentada da taxa de juros, que hoje atinge 14% ao ano. O plano não detalha cortes de despesas, mas menciona o enfrentamento do sistema de emendas parlamentares, que consome cerca de 20% dos recursos discricionários.
Em relação a investimentos, o plano sugere mais uma edição do Novo PAC para obras públicas e a manutenção dos leilões de concessões de rodovias e ferrovias. Há também propostas para estimular a indústria brasileira, focando em inovação, inteligência artificial e minerais críticos.
Sobre as relações de trabalho, o programa aponta a intenção de atuar no Senado para tentar acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal para 40 horas. A valorização do salário mínimo também é citada como ferramenta de distribuição de renda.


