As estações pioneiras da Linha 1 do metrô do Rio de Janeiro, inauguradas em mil novecentos e setenta e nove, eram reconhecidas pela qualidade arquitetônica. Contudo, o sistema, gerido pela MetrôRio, enfrenta problemas de decadência e mudanças estruturais.
Os primeiros projetos, desenvolvidos por Sabino Barroso, Jaime Zettel e José Leal, colaboraram com Oscar Niemeyer em obras de Brasília. As estações centrais utilizavam mármore branco e granito escuro, enquanto outras, como Largo do Machado, possuíam revestimento de pastilhas coloridas de vidro. No início de sua operação, o metrô era citado como um dos locais mais limpos da cidade.
Após a privatização em mil novecentos e noventa e oito, a gestão passou a ser da MetrôRio, controlada pelo fundo soberano Mubadala. Um dos primeiros atos da gestora foi cobrir com argamassa branca partes das paredes de pastilhas de vidro, além de instalar placas metálicas coloridas. Bolachas com imagens infantis foram coladas sobre esses painéis.
O sistema sofreu alterações no projeto original, com linhas sendo embutidas em outras, o que impede a redução dos intervalos entre as composições. O ritmo de abertura de novas estações parou durante as administrações de Cláudio Castro. A última extensão ocorreu em dois mil dezesseis, com a inauguração da estação Jardim Oceânico.
Atualmente, os usuários relatam problemas como placas sujas, falhas em escadas rolantes e infiltrações. Os trens apresentam ruído e sacolejamento maiores, e a iluminação em alguns vagões é descrita como mortiça. Os avisos sobre as próximas estações são de difícil audição.

