A Nova Zelândia retirou o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa. A entidade neozelandesa justificou a decisão pela controvérsia envolvendo o Fifa Forward Enterprise Scheme (FFE), projeto que previa a venda de vinte por cento dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
A New Zealand Football (NZF) anunciou que buscará uma revisão independente das ações tomadas para desenvolver o FFE. Segundo a organização, decisões e atitudes dentro da Fifa causaram uma quebra de confiança e aumentaram a divisão no futebol internacional. A NZF afirmou que a revisão é necessária para recuperar a credibilidade da administração do futebol mundial.
Andrew Pragnell, diretor-executivo da New Zealand Football, declarou que o pedido de revisão independente visa evitar uma solução interna rápida. Ele informou que outras confederações também solicitaram esse tipo de análise para restaurar parte da confiança.
A controvérsia surgiu após a proposta da Fifa de comercializar vinte por cento dos direitos da Copa do Mundo para investidores privados, projeto que foi posteriormente abandonado. Infantino já perdia o apoio de três confederações, incluindo UEFA, AFC e Concacaf.
A Confederação da Oceania (OFC) acolheu a retirada da proposta do FFE pela Fifa. A entidade não retirou seu apoio ao dirigente, mas não declarou apoio explícito, reconhecendo o progresso do futebol na região sob a liderança da Fifa.


