Cientistas obtiveram sucesso em transformar embriões de camundongos machos em fêmeas usando uma abordagem baseada em CRISPR, permitindo a criação de clones femininos geneticamente idênticos aos machos, mas sem o cromossomo Y.
O trabalho, liderado por Takashi Ishiuchi, biólogo reprodutivo da Universidade de Yamanashi, e Shogo Matoba, do Centro de Pesquisa de Recursos Biológicos Riken, busca auxiliar em esforços de conservação, especialmente quando restam poucos indivíduos de uma espécie.
A clonagem possui diversas aplicações, desde a reprodução de animais de criação, uma prática antiga, até a tentativa de replicar animais de estimação falecidos. A técnica, que envolve a transferência de um núcleo de célula adulta para um óvulo sem núcleo, foi usada para gerar Dolly, a ovelha clonada em mil novecentos e noventa e seis.
Em termos de preservação, bancos de tecidos congelados, como o do Zoológico de San Diego, contêm amostras de mais de mil e trezentas espécies, possibilitando a clonagem de animais ameaçados. Em dois mil e nove, pesquisadores na Espanha clonaram um bode selvagem extinto, o íbex pirenaico, embora apenas uma fêmea tenha nascido e morrido logo depois.
Além da conservação, há discussões sobre o potencial da clonagem humana. Um empreendedor de uma startup de biotecnologia propôs a ideia de “clones sem cérebro”, que conteriam órgãos para substituição futura. A técnica, no entanto, ainda não foi aplicada em humanos.


