A tentativa brasileira de negociar com os Estados Unidos para reverter tarifas imposta pelo governo americano pode elevar o custo de vida e de produção no país, aponta a economista Juliana Inhasz. O processo, que envolve a Lei de Reciprocidade, gera riscos econômicos caso avance para medidas concretas.
A especialista, professora do Insper, reconhece ganhos táticos na barganha, mas adverte sobre os custos relevantes do procedimento. Segundo Inhasz, a reciprocidade pode afetar o Brasil, encarecendo importações vitais para a produção e consumo. Ela disse que o custo seria socializado.
Um risco central apontado é a escalada das tarifas e contramedidas. A sequência de ações pode retroalimentar-se, diminuindo o dinamismo do comércio e afetando setores estratégicos. A economista descreveu o perigo com a lógica de reação em cadeia, onde cada lado responde ao movimento do outro.
Inhasz defende cautela na definição das ações para evitar uma resposta desproporcional que aumente incertezas e custos. Segmentos dependentes de importação, como os de máquinas, componentes químicos, tecnologia e insumos industriais, podem ser atingidos pelo encarecimento de produtos americanos.


