Migrantes de várias nações utilizam Ceuta como ponto de passagem para tentar chegar à Espanha. Algumas rotas envolvem longas travessias pelo deserto, enquanto outras são marítimas, custando milhares de euros por pessoa.
A maior parte dos indivíduos que permanecem em Ceuta é composta por cidadãos marroquinos. Contudo, representantes de países como Camarões, Chade e Somália também estão presentes. Alguns desses migrantes tentaram alcançar a Espanha por longos períodos.
Um homem que relatou sua jornada saiu do Chade há três anos e passou três meses em uma prisão na Líbia. Outro, oriundo do Sudão, chegou a Marrocos a pé, atravessando o deserto após sair do Egito, descrevendo o cansaço extremo da caminhada.
A rota marítima, utilizada por um homem de Afeganistão, que fugia do Talibã, teve um custo de três mil euros por indivíduo. Ele mencionou que, de um grupo de sete, três foram deportados pela polícia. A maioria dos refugiados, contudo, consegue desembarcar na Espanha, embora a polícia marroquina, por vezes, tente impedir essa chegada.
Testemunhas locais afirmaram que, em um dia específico, a fiscalização da polícia marroquina e do exército parecia inexistente. As circunstâncias do grande fluxo de migrantes estão sob investigação, com relatos de uma nova onda iminente para Ceuta.


