Um caminhoneiro de Itapetininga, São Paulo, está retido há 29 dias em um posto aduaneiro de Uspallata, na Argentina. A retenção ocorreu por conta de uma forte nevasca que afetou o país há cerca de um mês. O motorista transportava cerca de 25 toneladas de carne com destino a Santiago, no Chile.
O motorista, que saiu de Araguaína, Tocantins, relatou que a rota de exportação para o Chile está parada desde o dia 13 de julho. Ele chegou ao posto aduaneiro no dia 16, quando as operações já haviam sido interrompidas. A carga, por ser perecível, exige controle constante de temperatura. O sistema de refrigeração da carreta tem mantido a mercadoria conservada, mantendo o risco de perda baixo, segundo ele.
Durante o período de espera, os motoristas receberam apoio da polícia argentina, que distribuiu sopa e água potável diariamente. Contudo, o caminhoneiro informou dificuldades adicionais, como a necessidade de pagar quatro mil pesos argentinos, valor aproximado a R$ 14, para utilizar os serviços de banho.
O governo argentino comunicou, em nota publicada no dia nove, que o Comitê Integrado do Sistema Cristo Redentor suspendeu preventivamente o trânsito no trecho. A decisão se deu em função das condições climáticas extremas na região de alta montanha e dos ventos previstos, que atingem entre 100 e 160 quilômetros por hora.
O motorista afirmou não ter grandes expectativas de retorno imediato. Ele segue acompanhando comunicados oficiais e reportagens locais para obter previsões sobre a liberação. Uma rota alternativa foi sugerida, mas o desvio adicionaria dois mil quilômetros à viagem.


