A Polícia Civil do Rio iniciou a segunda fase da Operação Argus nesta sexta-feira. A ação visa uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, investigada por sequestros-relâmpagos, cárcere privado e lavagem de dinheiro contra comerciantes da Baixada Fluminense.
Agentes da 59ª DP, da Delegacia Antissequestro e de outras unidades cumpriram catorze mandados de prisão e mais de trinta de busca e apreensão. Os locais das diligências incluem Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Mesquita, além de ocorrências na capital carioca e no Paraná. O trabalho contou com o apoio do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense e do Departamento-Geral de Polícia Especializada.
As investigações indicaram que o grupo operava de maneira estruturada, com divisão de funções claras. Entre as tarefas identificadas, estavam o monitoramento das vítimas, a privação de liberdade, a obtenção de senhas bancárias e, depois, a ocultação dos valores subtraídos.
Um dos casos que motivou a investigação envolveu uma vítima que foi mantida refém por cerca de oito horas. Durante o cativeiro, o indivíduo foi ameaçado com arma até fornecer dados bancários. O prejuízo financeiro ligado às movimentações identificadas atinge aproximadamente R$ 500 mil.
Na primeira etapa da operação, três homens foram detidos. Nesta segunda fase, a polícia busca apreender armas, munição, eletrônicos, documentos financeiros, dinheiro e bens de luxo. A ação também visa mapear a estrutura financeira da organização e identificar outros envolvidos nos crimes.


