A Polícia Militar instaurou investigação preliminar para apurar relato de suposta intimidação ao motorista de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo. A apuração, iniciada na tarde de quarta-feira (12), analisou imagens de cerca de 40 câmeras privadas e não identificou indícios de abordagem irregular.
O caso ocorreu na noite de terça-feira (11), quando o motorista do candidato retornava de um evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Haddad relatou que o carro foi abordado de forma ostensiva, e depois acompanhado pela viatura, chegando perto do veículo e estacionando em um hotel.
Segundo o candidato, os agentes portavam três fuzis e não solicitaram documentos, o que ele considerou um desvio do procedimento padrão. Haddad informou que está levando as informações às autoridades competentes, apesar de não querer transformar o episódio em foco de campanha.
O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, declarou que a investigação concluiu que não houve tentativa de intimidação. Ele explicou que a viatura estava em patrulhamento na região devido a um assalto de gangue quebra-vidro, e os policiais seguiram o carro do candidato após ele sair do veículo.
A Polícia Militar confirmou que a identificação e o percurso das viaturas foram verificados pelo sistema de geolocalização. A apuração segue, e caso haja indícios de irregularidades, o procedimento pode ser convertido em inquérito formal.


