Autoridades colombianas intensificam as buscas por centenas de desaparecidos após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na última segunda-feira. O balanço de vítimas subiu para 281 mortos e mais de 3.900 feridos, segundo o presidente Abelardo de la Espriella. A probabilidade de encontrar sobreviventes, contudo, está diminuindo.
Máquinas pesadas começaram a remover escombros em áreas onde já se descartava a possibilidade de vida após o tremor. David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), declarou que a probabilidade de encontrar sobreviventes está se esgotando. O lema das equipes, contudo, permanece em busca de qualquer sinal de vida ou recuperação de corpos.
O sismo destruiu mais de 10 mil moradias, deixando famílias desabrigadas. Em Cali, cidades afetadas, ruas se tornaram acampamentos improvisados. A fase crítica de resgate, que se inicia após as primeiras setenta e duas horas, passou, e o cheiro de putrefação é notado em algumas regiões.
Apesar da situação, a solidariedade mobilizou milhares de pessoas com água, comida e medicamentos para os bairros atingidos. O presidente Abelardo de la Espriella decretou emergência econômica e anunciou um fundo com apoio internacional para as vítimas. Ele convocou empresas privadas a participar dos esforços de ajuda.
O evento teve epicentro próximo a San José del Palmar, no Chocó. As autoridades solicitaram que grupos armados na região permitam a entrada de suprimentos. Houve questionamentos sobre o governo, que aceitou apenas socorristas de países alinhados politicamente.


