O governo de Luiz Inácio Lula da Silva elevou a projeção do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027. O valor representa um aumento de R$ 24 em relação à estimativa de abril e será incluído no PLOA, que deve ser enviado ao Congresso até 31 de agosto.
A nova projeção segue a política de valorização, que considera a inflação de doze meses até novembro do ano anterior e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a inflação esperada em doze meses até novembro ficou em 4,93%, superando o cálculo inicial.
A revisão do piso impacta despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Estimativas governamentais de abril indicam que cada R$ 1 adicional no salário mínimo gera uma despesa extra de R$ 413,2 milhões, totalizando uma pressão de R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias no Orçamento de 2027.
Devido à influência do salário mínimo nos gastos públicos, o governo limitou o ganho real do piso ao ritmo da expansão do arcabouço fiscal. Essa medida, aprovada pelo Congresso, busca proteger ações discricionárias do orçamento, mantendo o ganho real previsto para 2027 dentro do limite de 2,5% acima da inflação.


