Investimentos em títulos de renda fixa com vencimento próximo renderam mais em julho do que os de prazo longo. Este é o terceiro mês consecutivo em que essa tendência ocorre, segundo dados divulgados pela Anbima.
O indicador IRF-M 1, que reúne prefixados com vencimento de até um ano, subiu 1,26% no mês e acumulou 7,97% em 2026. Este resultado foi o maior entre os subíndices do IMA. Próximo a ele, o IMA-S, que acompanha as LFTs atreladas à Selic, teve alta de 1,23% em julho, acumulando 8,26% no ano.
Os títulos de prazo mais extenso apresentaram desempenho inferior. O IRF-M 1+, que engloba prefixados com vencimento superior a um ano, subiu 0,70% no mês e acumulou 5,20% no ano. O IMA-B 5+, formado por NTN-Bs com vencimento acima de cinco anos, registrou 0,75% em julho e 2,98% no acumulado de 2026.
O economista Marcelo Cidade, da Anbima, explicou que a preferência por posições mais defensivas reflete dúvidas sobre o resultado fiscal e incertezas externas, como o desenrolar da Guerra no Golfo Pérsico. Ele afirmou que o investidor concentra a demanda nos papéis de menor prazo.
A diferença de rendimento está ligada à marcação a mercado. Esse mecanismo faz o preço dos títulos variar diariamente conforme as expectativas de juros. Quanto maior o vencimento, maior o efeito dessa oscilação quando as expectativas de juros mudam.


