Meta e Alphabet apresentaram os relatórios do segundo trimestre de 2026. A Meta registrou crescimento de 27% em seu motor de anúncios, enquanto o Google Cloud avançou para 82% de crescimento. Apesar dos resultados robustos, os múltiplos de avaliação das empresas são considerados baixos pelo mercado.
A receita da Meta atingiu 60,8 bilhões de dólares. Contudo, o lucro por ação (EPS) de 6,18 dólares ficou abaixo da estimativa de 7,22 dólares, interrompendo uma sequência de seis trimestres positivos. Esse resultado foi afetado por 2,4 bilhões de dólares em custos legais e 1,18 bilhão de dólares em indenizações ligadas ao corte de oito mil empregos. A margem operacional da empresa caiu para 31%.
Alphabet, por sua vez, faturou 119,8 bilhões de dólares e obteve um EPS de 9,11 dólares, superando as expectativas. O setor de Busca cresceu 17%, e o Google Cloud alcançou 24,77 bilhões de dólares. O executivo Sundar Pichai informou que quase noventa por cento das empresas do Fortune 100 utilizam o Gemini Enterprise.
As empresas demonstram caminhos distintos. A Meta se posiciona como uma companhia de tecnologia completa, investindo em chips e centros de dados. Já a Alphabet monetiza a inteligência artificial diretamente por meio do Cloud, com 22 bilhões de tokens de API processados por minuto pelo Gemini.
Os analistas observam a trajetória de investimento em capital (CapEx) de ambas. Enquanto a Alphabet possui um *backlog* no Cloud de 460 bilhões de dólares, a Meta lida com perdas no Reality Labs. A avaliação de mercado aponta que a Alphabet apresenta um múltiplo mais atrativo diante do crescimento acelerado do Cloud.


