Os Estados Unidos intensificam a ação contra organizações criminosas na América Latina, estendendo o modelo de combate ao narcotráfico para o território. A estratégia, detalhada por um assessor, classifica traficantes como alvos, equiparando-os a grupos terroristas como o Estado Islâmico.
A Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os EUA contra grupos classificados por Washington como terroristas. Segundo Pete Hegseth, a nova doutrina visa atacar organizações no território de países parceiros, como Colômbia e Equador. Washington afirmou que possui capacidade de localizar e atingir redes terroristas, competência desenvolvida no Oriente Médio.
O novo governo colombiano aderiu à coalizão antidrogas liderada pelos EUA, e Washington anunciou US$ 1 bilhão em assistência de segurança ao país. A cooperação pode superar o nível do antigo Plano Colômbia, informou uma autoridade americana.
O Brasil entra na discussão porque o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho foram classificados pelos EUA como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designadas desde cinco de junho. Isso coloca esses grupos na mira da perseguição antiterrorista americana.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro já alertou ao Congresso sobre a possibilidade de uso da força militar dos EUA em território nacional após a classificação. Contudo, enquanto a Colômbia pediu a parceria, o Brasil tem rejeitado intervenção estrangeira, mantendo o combate ao crime como responsabilidade interna.


