A Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação de pesquisas do Instituto Veritá em quatorze estados e no Distrito Federal. As proibições ocorreram devido a irregularidades técnicas e indícios de fraude nas metodologias de coleta de dados.
Os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e de Sergipe suspenderam a publicação de sondagens recentes. Os órgãos apontaram que a amostra coletada pelo instituto não refletia a realidade do eleitorado local. Em Sergipe, por exemplo, o Veritá indicou 31,1% de eleitores com ensino superior, número muito superior aos 19,2% apurados pela PNAD de 2025.
No Rio Grande do Norte, a distorção foi ainda maior, com o instituto registrando 34% de eleitores com ensino superior, contra 13,73% no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além das questões socioeconômicas, decisões judiciais em Piauí, Amazonas e Pernambuco questionaram a falta de transparência sobre como o instituto seleciona os contatos telefônicos.
O TRE do Tocantins considerou a ausência de clareza sobre a fonte pública de dados como um vício substancial. Em um caso, a coleta ocorreu entre 29 de março e 4 de abril, mas a data prevista para divulgação foi fixada em 3 de abril. Por sua vez, Adriano Silvoni, proprietário do instituto, defendeu a atuação em nota, afirmando que o instituto é independente e que os acertos em pleitos anteriores comprovam a solidez da metodologia.


